quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O Obamolulodilmopetismo americano

Por Fernando Castilho



A charge que serve paras duas ocasiões
Cuba, apesar de ter conquistado sua independência da coroa espanhola e ter proclamado sua república em 1902, teve negada sua soberania, através da Emenda Platt, que concedia aos Estados Unidos o poder de intervir em seus assuntos internos.

Em 1934, os americanos impuseram à Cuba um ditador títere. Fulgêncio Batista, com mão de ferro, governou a ilha até 1959. Nesse período, Cuba foi transformada em uma espécie de playground dos marmanjos americanos que iam à ilha para jogar, se divertir com prostitutas, traficar e consumir drogas e estuprar mulheres e crianças.

Ainda nesse período, a desigualdade social, o desemprego, a fome e a miséria aumentaram exponencialmente, o que acabou culminando em 1956 no aparecimento de um grupo de guerrilheiros liderado por Fidel Castro, empenhados em derrubar o regime.

Castro, que percorria a ilha de ponta a ponta, amealhando adesões e lutando contra a forte repressão do governo, em 1959 logrou derrotar o ditador, assumindo o poder e implantando reformas de cunho socialista.

Foi aí que começou o conflito com os Estados Unidos e a aproximação com a União Soviética, em plena guerra fria.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

PSDB - Partido da Social Dissimulação Brasileira

Por Fernando Castilho

Mas como é dissimulado esse partido, não?

Inconformado com a derrota para Dilma Rousseff nas últimas eleições, Aécio Neves esperneou, esperneou, e acabou por afirmar que o PSDB, partido do qual é presidente, iria fazer uma oposição sem adjetivos, sem diálogo com o governo.

Num outro dia afirmou que faria o governo Dilma sangrar. Já pensou?

Após seu vice, Aloysio Nunes, comparecer à uma manifestação pelo impeachment e pela volta da ditadura, foi a vez de Aécio convocar a população para uma passeata dos impeachloides, a qual não compareceu. Porém, hipocritamente condenou aqueles que pedem a volta do regime militar, pois o remédio poderia ser amargo demais para ele.

Ao mesmo tempo em que condena o impedimento da presidenta, à socapa, o PSDB tenta de várias maneiras, derrubá-la.

sábado, 13 de dezembro de 2014

A Comissão da Verdade, os patetas e Bolsonaro

Por Fernando Castilho


Latuff
Interessante como os fatos se conectam, não?

Em meio às manifestações pedindo impeachment e a volta da ditadura, enfim foi divulgado o Relatório da Comissão da Verdade.

Embora o teor do relatório já fosse conhecido pela esquerda, seus detalhes, como os métodos hediondos empregados nas torturas, chocam, e muito. Foi um verdadeiro show de horrores.

Este blogueiro não chegou a ser torturado naquela época, mas apanhou no corredor polonês e teve uma arma apontada a seu ouvido.

Porém, colegas de faculdade não tiveram a mesma sorte...

O Brasil fora dominado por uma insanidade geral. Prendia-se e torturava-se como atos corriqueiros do dia a dia.

Há quem ache que as pessoas que pedem a volta da ditadura não sabem exatamente o que é isso. Algumas realmente não sabem. Outras sabem, e muito. É só observar as fotos dos manifestantes e ver que sim, há idosos no meio. Eles viveram a época.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

E o golpe deu chabú

Por Fernando Castilho

Devolve, Gilmar 
O blog, juntamente com os grandes Eduardo Guimarães e Luís Nassif, no texto de 9 de dezembro, alertava para o golpe que estava se desenhando.

Escolhido para julgar as contas de campanha da Presidenta Dilma Rousseff, Gilmar Dant... ops, Mendes, já apregoava que havia razões para impugná-las. Se isso acontecesse, o processo de impeachment poderia ser iniciado.

A Folha de São Paulo chegou a publicar que os técnicos do TSE já se manifestavam por pequenas irregularidades nas contas.

Porém, os textos de Guimarães e Nassif, ao se adiantarem à decisão de Mendes, produziram uma espécie de vacina aos malfeitos do malfeitor.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O golpe e o sapo na panela

Por Fernando Castilho


Este blogueiro já vem, de uns tempos pra cá, alertando para o golpe que está se desenhando. Um dos textos falando disso é: ''Notícias do front: o golpe avança!''

Embora o blog seja pequeno, o texto obteve muita aceitação.

Um dos blogueiros mais importantes da blogosfera, Eduardo Guimarães, no seu Blog da Cidadania, vem também alertando sobre o golpe já há algum tempo.

Porém, Guimarães tem recebido críticas e comentários de leitores e jornalistas que discordam dessa possibilidade. Para eles, Guimarães está sendo alarmista. Tudo o que está acontecendo, estaria dentro da normalidade, e logo mais as coisas esfriariam. Esquecem-se de que o blogueiro é pessoa muito articulada, que recebe informações de fontes confiáveis.

Outro que também alerta sobre o golpe que está por vir é Luís Nassif, homem de grande credibilidade na blogosfera.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Ah, o Rio, aquele sol, aquele mar...

Por Fernando Castilho


Aécio Neves gravou um vídeo convocando os indignados a comparecerem no sábado ao vão do Masp para a manifestação contra Dilma Rousseff e o PT.

Imediatamente nas redes sociais foram publicadas chacotas sobre o senador derrotado, sugerindo que ele próprio não iria à manifestação, ocupado que estaria em uma das belas praias do Rio de Janeiro.

E não é que ele não foi mesmo? Afinal, com aquele sol, aquele mar, e a esticada mais tarde na balada...

Lobão também se queixou da ausência de Aécio Neves: "Cadê os parlamentares? Só tem 'inimigo' aqui. Cadê o Aécio, o Caiado? Se eu passo aqui e vejo esse pessoal, acho que é tudo a mesma coisa. Estou pagando de otário."

sábado, 6 de dezembro de 2014

Serra: ''Eu vou contar uma coisa pesada. Eu sabotei o trem-bala.''

Por Fernando Castilho

Sabotador
O camarote de José Serra andava meio parado, esquecido, não frequentado. 

Embora tenha sido eleito senador, menos por seus méritos e mais por causa do anti-petismo que ronda o Estado de São Paulo, rejeitando até Eduardo Suplicy, político nota 10, Serra tem ultimamente perdido seu protagonismo dentro do PSDB para o neotroglodita Aécio Neves e o neopolítico mineiro, Geraldo Alckmin.

Para agregar algum valor ao camarote, o tucano confessou a um grupo de neotucanos, que fez uma coisa pesada: sabotou o projeto do trem-bala brasileiro. Leia a matéria completa aqui

O fato teria acontecido quando ele era governador de São Paulo e Dilma Rousseff, ministra de minas e energia do governo Lula.
Não se sabe se Serra jogou para uma plateia de impeachloides, ávidos por ouvir críticas ao PT (afinal, se as pessoas vão ao seu camarote por causa da champanhe francesa, é champanhe francesa que você tem que servir), ou se ele, a exemplo de FHC, já está demonstrando sintomas de senilidade.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Paralisia do governo facilita o golpismo

Por Breno Altman


Breno Altman é mais uma voz que vem bradar aos quatro ventos que estamos vivendo um golpe, como este humilde blogueiro tem alertado já há algum tempo. Vale a pena conhecer seus argumentos e sua opinião sobre qual a atitude a se tomar.


PARALISIA DO GOVERNO FACILITA O GOLPISMO
A aprovação de mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias, obtida no final da madrugada desta quinta-feira, não sustou ou debilitou a escalada conservadora.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Notícias do front: o golpe avança!

Por Fernando Castilho


Publiquei em 27 de novembro o texto ''sensacionalista'', O cerco fechou. Estamos vivendo o golpe .

Sensacionalista entre aspas porque parece mesmo. Mas não é.
E a cada dia o golpe toma mais forma.

O blogueiro Eduardo Guimarães, no seu Blog da Cidadania, também tem a mesma opinião.

Ontem, saiu a notícia dando conta que as propinas da Petrobrás financiaram de maneira legal, campanhas políticas de Dilma, Aécio e governadores de vários partidos, inclusive do PT e do PSDB, como Geraldo Alckmin. O UOL/Folha, através da oposição sugeriu que, embora o dinheiro tenha entrado de forma legal nos partidos, é fato que Dilma se elegeu (em 2010!) com dinheiro sujo, não importa a quantia. Aécio também se utilizou em 2014 do mesmo recurso, porém ele não foi eleito, mas Dilma sim.

Sugeriu que por isso, por ter sido eleita de maneira irregular em 2010, Dilma pode sofrer impeachment agora. Como Aécio não foi eleito, não tem o que temer.
Que tal a manobra? Simples assim.

Caso o vice de Dilma, Michel Temer também tenha usufruído do mesmo dinheiro, pode também ser impedido.

Quem assume, então? Aécio.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Como se desmonta um príncipe (príncipe?)

Por Fernando Castilho


Theotonio dos Santos, um dos formuladores da Teoria da Dependência
Theotonio dos Santos, economista, cientista político e um dos formuladores da Teoria da Dependência citado em meu último texto FHC, o intelectual das maracutaias, em uma carta aberta a FHC, de certa forma, elegantemente, ao contrário deste blogueiro, sem falar em corrupção, fraudes e maracutaias, desmonta o príncipe. 

Uma relação em que, a princípio, Theotonio considerava Fernando Henrique um ideólogo de esquerda, mas que depois, ao se revelarem os verdadeiros perfis, percebeu nele um capacho, subserviente aos mandos dos americanos do norte.

Talvez nem devesse se dar ao trabalho, uma vez que FHC fará ouvidos moucos. Mas sua dignidade o obrigou a fazê-lo.

Vamos à carta
Meu caro Fernando,

Vejo-me na obrigação de responder a carta aberta que você dirigiu ao Lula, em nome de uma velha polêmica que você e o José Serra iniciaram em 1978 contra o Rui Mauro Marini, eu, André Gunder Frank e Vânia Bambirra, rompendo com um esforço teórico comum que iniciamos no Chile na segunda metade dos nos 1960.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

FHC, o intelectual das maracutaias

Por Fernando Castilho


Charge: Ziraldo



Sua última entrevista ocorreu no programa Roda Viva de 26 de outubro de 2015, quando disparou: "Tinha que ter uma renúncia com grandeza. A presidente Dilma não pode desconhecer o que nós conhecemos, que a economia está em uma situação desesperadora, que há uma crise política. Ela tinha que dizer: 'eu saio, eu renuncio, mas eu quero que o Congresso aprove isso, isso e isso'", sugeriu.

Esse é o atual Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil que deixou seu segundo mandato com 23% de aprovação usando e abusando de demagogia pura, uma vez que sabe que no fim de seu mandato, só para citar apenas um índice econômico, as reservas do país eram de US$38 bilhões e atualmente, no governo Dilma, são de US$378 bilhões, dez vezes mais.

Ele quer uma renúncia de Dilma com grandeza. Mesmo que ao fim da entrevista afirme que a presidente é uma pessoa honesta. Como explicar isso? Grandeza ele não teve ao ter batido às portas do FMI e quebrado o país duas vezes. E mesmo assim não renunciou.

FHC também falou sobre o episódio da suposta compra de votos citada mais abaixo no texto, para aprovação da reeleição, durante o primeiro mandato de seu governo: "Se houve compra, não foi minha, não foi do PSDB. Se houve compra, foi coisa deles. Não duvido. Mas condenamos", afirmou. 

''Deles'' quem? Dos deputados? Qualquer um que estivesse junto aos jornalistas do programa pediria para que ele fosse mais direto e desse nome aos bois. Mas no Roda Viva...

Se ele nem o PSDB comprou os votos, quem comprou? Os próprios parlamentares compraram os votos deles mesmos?

Como é que a turma do Augusto Nunes se contenta com uma ''explicação'' dessas? A claque só está lá mesmo para levantar a bola para um sênior que já não consegue expor nem alinhavar suas ideias com clareza.

O ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembo comentou: Um ex-presidente não devia falar isso. Eu também acho que ele poderia ter renunciado quando comprou a reeleição”.


FHC continua:A segunda metade do governo Lula e o segundo mandato da Dilma têm mais a ver com o governo do general Geisel do que com o meu” .

Bem, esse comentário eu fico devendo, como os os participantes do Roda Viva.

Mas vamos conhecer um pouco mais desse curioso sociólogo, mais vaidoso que intelectual de fato.



Fernando Henrique Cardoso talvez seja, o político brasileiro que mais coleciona (e esconde) episódios ''estranhos'', expostos ao longo de uma extensa galeria de 84 anos de vida.

Dissimulado, nunca comentou sobre sua aposentadoria aos 37 anos como professor de Ciências Políticas da USP. Há que se reconhecer que ele foi na verdade aposentado pelo AI-5, juntamente com Florestan Fernandes e outros. Mas, ao retornar do exílio em 1978, jamais tomou qualquer iniciativa ética de rever sua aposentadoria, que na época já era muito boa, vindo a evoluir em valores atuais a 22 mil reais por mês. Valores, segundo ele... razoáveis.

Em seu depoimento à Comissão da Verdade realizado em dia 27 de novembro de 2014, Fernando Henrique disse: ''Estão servindo caviar, mas é amargo, porque o exílio é o exílio. É amargo porque você vive a maior parte do tempo imaginando o que está acontecendo no seu país e na expectativa de que tudo vai mudar.''

Mas, segundo o livro da escritora inglesa, Frances Stonor Saunders ''Quem pagou a conta? A CIA na Guerra Fria da Cultura'', com edição esgotada, embora considerado por seus pares socialista-marxista, FHC, no seu auto-exílio no Chile, foi admitido na CEPAL, Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, órgão da ONU, recebendo alto salário em cargo de nível diplomático. Tinha direito a privilégios como isenção de impostos, vida abastada, bela casa em bairro nobre e carro Mercedes Benz com motorista. 

No retorno do seu auto-exílio, em 1978, desembarcou no Brasil com verba de 180 mil dólares, destinada ao CEBRAP, tudo por obra da Fundação FORD, um dos braços da CIA.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O cerco fechou. Estamos vivendo o golpe

Por Fernando Castilho


Este não é um blog sensacionalista. Nem pessimista.

Existe um provébio tcheco que diz: ''O pessimista nada mais é do que um otimista bem informado.''

O blogueiro espera estar bem informado para que possa exercer seu pessimismo.

Já foi publicado aqui um texto sustentando a tese de que os tucanos de há muito vêm aparelhando as instituições,comendo pela borda para atingir seu objetivo que é a volta ao poder. leia aqui
Não que isso não seja legítimo, afinal estamos numa democracia, e a luta política acontece também desta forma.

Porém, esgotadas todas as formas democráticas, agora só resta mesmo o golpe.

domingo, 23 de novembro de 2014

Será que precisava dessa lambança?

Por Fernando Castilho


Kátia Abreu, miss motoserra
Gilberto Maringoni, no Facebook:
PARA GARANTIR UNIÃO NACIONAL, DILMA NOMEIA MINISTÉRIO DE AÉCIO.

Maringoni tem razão. Os nomes que estão vazando à imprensa como sendo os novos titulares do Ministério da Fazenda e do Ministério da Agricultura, realmente nos dão a impressão de que estamos diante de um governo Aécio Neves.

Se Armínio Fraga já não fosse o preferido do tucano, Joaquim Levy, um economista ultra conservador, que estudou em Chicago, trabalhou para o FMI, tem passagem pelo governo FHC, é crítico do papel do BNDES, do controle de preços da atual gestão, do “tentáculo monopolista” da Petrobras e já referendou a tese dita liberal pela independência do Banco Central, entraria como uma luva em seu ministério.

sábado, 22 de novembro de 2014

Alexandre Garcia, o porta-voz da ditadura

Por Fernando Castilho


Alexandre Garcia cometendo um crime
O nome é Alexandre Garcia

A ideia do texto não é promover o jornalista, mas sim, desmascarar a falsa moral com que ele se reveste.

No começo da década de 70, Garcia era um jovem jornalista à caça de uma oportunidade para se projetar. Percebeu-a ao trabalhar em Brasília, no Jornal do Brasil, na época de Ernesto Geisel. Mas sua chance de ouro apareceu ao ser convidado, lambe botas que era, para ser porta-voz de João Figueiredo, o último dos ditadores.

Sempre destacando os ''grandes feitos'' de seu herói, sem jamais noticiar ao povo brasileiro as torturas e mortes que aconteciam nos porões da ditadura, ganhou fama e projeção nacional.
Tanta fama, que logo após ter sido entrevistado pela incipiente revista Playboy, segundo Giovani de Morais e Silva  em seu blog O Cachete, Garcia foi assediado pela publicação concorrente, a revista Ele & Ela, que queria, também, fotografá-lo. O próprio Alexandre narra o episódio em uma entrevista concedida, em agosto de 2006, a Marcone Formiga, do Brasília em Dia:

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Se Dilma quer a paz, que faça a guerra

Por Breno Altman em seu blog no Opera Mundi


O jornalista Breno Altman é dos mais lúcidos blogueiros de toda a blogosfera.

Aqui ele escreve um texto irreparável, que tem mais ou menos a ver com o texto deste blog ''Se separado, São Paulo seria um regime fascista?'', porém com uma grande diferença: é muito mais completo e competente.

Vale a pena ler.


Se Dilma quer a paz, que faça a guerra



A oposição mudou sua estratégia.

Das eleições findadas em 26 de outubro, extraiu a conclusão de que deveria passar imediatamente à ofensiva.

Nada de acumular progressivamente forças, como em pleitos anteriores. A nova orientação é cristalina: acuar e sabotar o governo desde o primeiro momento.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Se separado, São Paulo seria um regime fascista?

Por Fernando Castilho


Qualquer semelhança não é mera coincidência
Estou ficando assustado. Assustado e preocupado.

As demonstrações do crescimento do fascismo em São Paulo são de meter medo em qualquer um que preze os valores democráticos conquistados a tão duras penas.
Basta alguém sair às ruas de camisa vermelha, para ser molestado pelos manifestantes. E só não será linchado porque ainda há policiamento. Até quando?

À princípio imaginado como passageiro, parece que o fenômeno não para de crescer, pelo menos na maior cidade do Brasil, insuflado diariamente pela grande mídia que não cessa de tentar implicar somente governistas, sejam eles petistas ou não, no escândalo de corrupção da Petrobrás, ao mesmo tempo que protege os tucanos, igualmente ou mais envolvidos.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

PSDB, mestre no aparelhamento

Por Fernando Castilho


Um dos motivos alegados pelo pessoal que quer o impeachment de Dilma Rousseff é o alegado aparelhamento do Estado.

Em todos os países, democráticos ou não, quem está à frente dos governos sempre indica pessoas para exercerem cargos de confiança. Vale na Coreia do Norte, nos Estados Unidos e também no Brasil.

O cargo de confiança tem que ser exercido por alguém afinado com o programa de governo da coligação, quando não com a ideologia que este partido abraça, uma vez que, se assim não for, os projetos simplesmente não andam, quando não são boicotados ou sabotados. É normal, é aconselhável e é republicano. Não se trata de aparelhamento.

E no Brasil, nos tempos de FHC não era diferente.
Porém, a grande diferença em relação aos tucanos, seja no governo federal, antes de Lula, seja nos governos estaduais, é que o PT não aparelhou o Ministério Público e nem a Polícia Federal, que têm autonomia para investigar as denúncias de corrupção da Petrobrás.

domingo, 16 de novembro de 2014

Não fale besteiras. Fique por dentro do que acontece na Petrobrás

Por Lígia Deslendes


entreguistas-x-o-petroleo-e-nossoLígia Deslendes é presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Petrobrás, está inteirada da situação da empresa desde há muito tempo e tem autoridade em se pronunciar sobre a atual situação. Vale a pena ler o texto.


LIGIA DESLANDES EXPLICA "APARELHAMENTO" DA PETROBRÁS, POR DENTRO

Hoje depois de ouvir tantas “abobrinhas” sobre a Operação Lava Jato da Polícia Federal e ver novamente o nome da Petrobras e do Partido dos Trabalhadores ser enxovalhado pela imprensa sem escrúpulos do meu país não pude me conter. Quando vi então o comentário de que José Dirceu teria indicado o ex-diretor Duque fiquei ainda mais indignada.

Não sei se todos sabem, mas, sou funcionária de carreira da Petrobras e, antes de ser presidente do sindicato onde milito hoje, trabalhei quase 30 anos na Petrobras Distribuidora e passei por vários setores, desde a área de comunicação até as áreas comerciais, de atendimento, preços e recursos humanos. Cheguei na empresa em 1986 e até hoje minhas ligações com todo o sistema Petrobras são profundas e, no sindicato, me considero também fiscal de qualquer malfeito dentro da empresa, como nosso sindicato já teve, inclusive, a oportunidade de denunciar.

sábado, 15 de novembro de 2014

Prisões pra inglês ver

Por Fernando Castilho


Já estava relaxando após os resultados das eleições 2014.

Embora tenha gente que não aceita a vitória de Dilma Rousseff, indo às ruas para pedir seu impeachment, embora tenha patetas pedindo intervenção militar, embora Aécio Neves ainda esteja em clima pré eleitoral, achando que tem grandes chances de se eleger em terceiro turno, tudo parecia relativamente tranquilo.

Mas eis que, às vésperas (sempre às vésperas) da manifestação que irá às ruas novamente pedir impedimento da presidenta, organizada pelo Lobobão, a Polícia Federal resolve prender um ex-diretor da Petrobrás e executivos das 9 maiores empreiteiras do país, envolvidos na Operação Lava Jato.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Quem subirá a rampa em 2018?

Por Fernando Castilho


Quem subirá a rampa em 2018?
Passadas as eleições presidenciais, é natural que se comece a especular quanto aos possíveis nomes que poderão suceder à Dilma Rousseff em 2018.

Logicamente, todos os cenários possíveis vão depender de vários fatores, como o bom ou mau desempenho da economia, do cumprimento ou não dos compromissos de campanha, da Reforma Política, etc., etc.. 

Porém já é possível, embora muito cedo, se falar em nomes. Somente nomes, dentro do atual cenário.

Primeiramente, no seio petista, já se declara como postulante, Lula, o nome mais forte de todos os que possam se candidatar, em qualquer partido.

Embora o ''sapo barbudo'' fale em voltar, todos sabemos que não é esse exatamente seu desejo. Isso ele já revelou. Viria como quem diz ''se não tem eu, que seja eu mesmo''.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Eles vão mesmo emigrar para Miami?

Por Fernando Castilho


Os ''emigrantes''
A coluna de Mônica Bergamo esta semana na Folha notícia que descontentes da classe alta ''desistem do Brasil'' rumo a Miami. 

Paulo Nogueira no Diário do Centro do Mundocom muita propriedade dá a primeira dica de como entender o texto de Bergamo:
''Tenho um certo problema com textos como o de Mônica, que não quantificam as coisas e apontam tendências com base em nada.
Um recurso clássico de jornalistas sem estatísticas é este: “Cresce o número de”.''

É verdade. Não há estatísticas ou fontes para o que a colunista afirma.

Não há também explicação de como Mônica chegou a essa família.

Vamos analisar o texto. (continue a ler)

domingo, 9 de novembro de 2014

Cadê o gigante?

Por Fernando Castilho


Era 6 de junho de 2013.

O movimento Passe Livre saíra às ruas para protestar contra o aumento de 20 centavos na tarifa dos ônibus. Arnaldo Jabor no Jornal da Globo foi duro naquela noite. Disse que não era possível tolerar tamanha baderna, que era necessária a repressão, e blá, blá, blá.

Já no dia seguinte o mesmo colunista, certamente orientado pelo patrão que enxergara ali a oportunidade de forçar a queda da alta popularidade da presidenta Dilma, passou a apoiar o movimento.

A mídia tratou então de fazer cócegas no gigante.
O gigante então acordou.
Saiu às ruas e disse que não era pelos 20 centavos.
Era por mais. (continue a ler)

sábado, 8 de novembro de 2014

Quando a mídia quer mostrar algo e acaba mostrando outra coisa

Por Fernando Castilho


Gráfico Folha de São Paulo
Esta semana fomos surpreendidos por matérias publicadas na Folha, no Estadão e no O Globo, dando conta do aumento no número de miseráveis no Brasil.

Com um cinismo e dissimulação atrozes, as manchetes procuravam chamar a atenção dos leitores, de que a menina dos olhos dos governos Lula e Dilma, o combate à miséria e à desigualdade, estava também, assim como a economia, sofrendo de conjuntivite aguda.

Não que a mídia esteja preocupada com as 371158 almas (apenas 0,18% da população do país, e 1% das pessoas que deixaram a linha de míséria!) que teriam deixado suas vidas de pobres para mergulhar de novo na miséria, apesar de estarem recebendo o bolsa-família.

Longe disso, pois se preocupação de fato com pobreza e miséria houvesse, a mídia teria que, a partir de 2005, quando Lula logrou êxito ao iniciar o processo de redução da desigualdade, de cara, tirando quase 4 milhões de pessoas da miséria absoluta, divulgar ano a ano o sucesso dos programas sociais. Aliás, a mídia deveria ter reconhecido que Lula estava cumprindo o prometido em sua campanha de 2002, quando afirmou que não descansaria até que todos no país tivessem no mínimo 3 refeições por dia.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Expondo um pouco as vísceras

Por Fernando Castilho


Luta por democracia em meio à ditadura


Um dia, enquanto aguardava a próxima aula, um sujeito que nunca vira antes sentou-se ao meu lado puxando conversa. Perguntou se eu conhecia o Fernando (que é este que escreve). Com sangue frio, respondi-lhe que sim, mas que não o tinha visto naquele dia. Provavelmente faltara.











Tinha terminado o colegial em 1973 e entrado na FAUUSP em 1974.

Até então, sabia que vivíamos uma ditadura, mas não tinha a mínima ideia de sua crueza. Lembro-me do sucesso da seleção brasileira de futebol no México em 1970, e do general Garrastazu (como esquecer esse nome?) Médici, segundo a televisão, torcedor número um do Brasil.

Talvez tenham sido as aulas de OSPB (organização social e política do Brasil), que me deixaram assim.

Meu pai era tenente da Polícia Militar e, acho eu, procurou esconder ou me poupar dos tristes acontecimentos daquela época.

Mas ao entrar para a faculdade, um mundo novo se abriu, tanto a nível acadêmico quanto político.

Aos poucos comecei a perceber o que acontecia à minha volta. 

Soube que no ano anterior morrera o estudante de geologia Alexandre Vannuchi Leme, que havia sido preso pelos órgãos de repressão dentro da Cidade Universitária. Fiquei indignado com isso. Como pode um estudante ser preso e morto? O que ele fizera? Roubara e matara? Fiquei sabendo que não. Simplesmente pedira democracia.

Fui sendo informado de muito mais coisas. Tudo efervescia no ambiente da faculdade. Presença constante de pessoas estranhas (agentes do DOPS), panfletos da Libelu (tendência Liberdade e Luta), greves por melhoria no currículo, etc..

Conversei com meu pai sobre isso. Ele me esclareceu tudo o que ocorria. Felizmente, meu pai, apesar de ser PM, não era reacionário. Trabalhava à noite, ele e um cabo reaça, louco para matar e perguntar depois. Meu pai, por ter patente mais alta, sempre evitou o pior. Aquele período foi horrível para ele.

Chegou 1975 e com ele, a morte de Wladimir Herzog, jornalista e professor da ECA, nas dependências do DOI-Codi (Destacamento de Operações Internas), vítima, segundo o órgão de repressão, de suicídio por enforcamento. Todos sabíamos que era mentira. E mesmo se fosse verdade, o Estado que tem um prisioneiro sob custódia teria de ser responsável por sua integridade.

Um dia, enquanto aguardava a próxima aula, um sujeito que nunca vira antes sentou-se ao meu lado puxando conversa. Perguntou se eu conhecia o Fernando (que é este que escreve). Com sangue frio, respondi-lhe que sim, mas que não o tinha visto naquele dia. Provavelmente faltara.

Após isso, levantou-se e foi embora. Imediatamente dei um jeito de sair dali e voltei pra casa assustado.

Não que eu fosse liderança de alguma coisa. Não. Mas era comum se prender qualquer um para, com tortura arrancar alguma informação.

Chegara o ano de 1977, quando numa assembleia na PUC, à noite, que deliberaria pelo ressurgimento da União Nacional dos Estudantes, um aparato imenso de homens e viaturas liderados pelo coronel Erasmo Dias invadiu a faculdade. Quando as bombas de gás lacrimogênio estouraram, foi cada um por si.

Muitos estudantes foram presos. Outro tanto saiu ferido. O blogueiro conseguiu saltar o alto muro da PUC e conseguiu fugir dali correndo.

Ainda no mesmo ano, dirigimo-nos em passeata à Praça Fernando Costa, pelo Dia Nacional de Luta. Ao chegarmos ao local, a repressão lá já estava instalada. O pau quebrou, e pela primeira vez tomei conhecimento da existência do chicote elétrico.

O que éramos nós? Subversivos? Lutávamos pelo quê? Pelo comunismo, como querem alguns?

Lutávamos por democracia.

E o que o regime sem querer, fez a este blogueiro, que era um alienado? Orientou o ponteiro da bússola de sua visão de mundo para a esquerda. Sim, foi graças à ditadura.

E a mídia da época?
Bem, a Globo, por apoiar o golpe, foi beneficiada com vistas grossas ao negócio escuso envolvendo o grupo Time Life. Daí então não parou de crescer, pois foi sendo agraciada com retransmissoras por todo o Brasil. Uma beleza.

A Folha e o Estadão, que agora sabemos, fornecia até veículos à repressão, começaram a amargurar quedas nas vendas de jornais, uma vez que a censura não lhes permitia noticiar o que estava acontecendo, tendo que todos os dias publicar receitas de bolo até em primeira página. Hoje sobrevivem tentando todos os dias aplicar um golpezinho na democracia, flertando com a volta àqueles tempos.

E a Veja da época se chamava Realidade. Já naquela época fazia o jogo da direita, lambendo as botas do generais. Tá no DNA da Veja.

Nada do que acontecia naquele período saia na imprensa.
Ao alienado parecia que, apesar dos baixos salários e da inflação, viviam em outro mundo.

E é por isso que vemos hoje nas manifestações pelo impeachment de Dilma e pela volta do regime militar, pessoas de idade que ''viveram'' aquela época e a querem de volta. Ouvi gente dizendo que era feliz.

Quantos aos mais jovens, não tem a menor ideia do que seja uma ditadura. Pasmem, acham que estão vivendo uma. Sem noção.

Mas temos responsabilidade nisso, sabem?
Não há formação política no Brasil. O ensino não só de História, mas principalmente de História é deficiente, ministrado por professores que não viveram aqueles tempos e, por isso, não dão a ênfase necessária para que se crie uma massa crítica em relação ao período negro.

As próprias apostilas de História utilizadas nos colégios, seja intencional ou não intencionalmente, abordam o período de maneira superficial, passando ao jovem estudante uma impressão de que o tema é banal, algo mais sem graça que a novela Malhação.

Apesar da Constituição Federal repudiar regimes totalitários em seu Artigo 1°, Parágrafo Único, o executivo e o legislativo já deveriam ter transformado em lei específica qualquer manifestação que atente à democracia. Jair Bolsonaro já deveria ter sido cassado por falta de decoro parlamentar, uma vez que, da tribuna da Câmara vive se manifestando a favor da volta da ditadura, ele que foi eleito pelo voto.

Os 3 mil e dois patetas que saíram às ruas pedindo impeachment e intervenção militar, deveriam saber o que realmente significa uma luta. Deveriam saber que hoje eles podem sair falando o querem, com as faixas que querem, porque há 40 anos atrás teve gente que lutou por esse direito.

Deveriam saber que, se estivéssemos numa ditadura, como pretendem, já estariam presos e sendo torturados, se já não estivessem mortos, enterrados numa vala comum, sem identificação.

À espera de uma Comissão da Verdade...

Luta pela ditadura em meio à democracia



domingo, 2 de novembro de 2014

Chegaremos vivos a 2018?

Por Fernando Castilho


Garotinha corajosa frente ao algoz
A gente abre o facebook e dá de cara com alguns memes engraçados:
''PSDB pede recontagem dos gols da Alemanha na Copa!''
''PSDB pede recontagem dos aeroportos construídos em fazendas de Aécio Neves!''

Muito engraçado. O bom-humor e a criatividade dos petistas após vencerem as eleições são indícios do relaxamento agora experimentado, depois de muita tensão durante esta árdua campanha.

Porém, um alarmezinho acaba de soar. Sinal amarelo para a democracia.

A grande mídia durante o ano todo tem trabalhado contra a reeleição de Dilma Rousseff.

Em março, flertou com o regime militar, quando se completaram 50 anos do golpe que colocou o Brasil nas trevas. Colunistas de direita tentaram um balão de ensaio para ver no que daria. Não deu. Alguns patetas saíram às ruas pedindo a volta da ditadura, sendo mais ridicularizados do que levados à sério.

Mas foi durante a campanha mesmo, que os órgãos de imprensa tentaram por todos os meios desqualificar Dilma. (continue a ler)

sábado, 1 de novembro de 2014

PSDB dá o primeiro passo rumo ao bolivarianismo

Por Fernando Castilho

Era um menino de 4 ou 5 anos. Seu nome era Luís. Luisinho, era como chamávamos o filho mais velho de um velho amigo.

Numa das ocasiões em que nos encontramos para um almoço de domingo, e para jogarmos conversa fora, Luisinho pegou uma bola e chamou-me para brincar com ele.
Ele mesmo estabeleceu as regras, aceitas por mim.

Após um chute fraquinho meu, o menino deixou a bola passar, e mesmo sem querer, pois ele era um garoto, marquei um gol.

Luisinho então, rápido como ele só, mudou a regra. O gol não valera, pois eu teria que ter chutado de antes de uma risca, uma espécie de rachadura que havia no piso. Ok, disse eu.

Era sua vez de chutar. Fiz de conta que não consegui defender, e o gol do Luisinho, para sua alegria, saiu.

Era então novamente minha vez de chutar. Coloquei a bola antes da risca que ele definiu, e chutei, também fraquinho. A bola passou por ele. O menino fez uma cara de muchocho mas logo se recuperou. O gol não valera pois eu só poderia chutar com a perna esquerda. Mudara novamente a regra. (continue a ler)

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A classe média não vai ao paraíso

Por Fernando Castilho

Há muitos anos atrás, quando o blogueiro trabalhava em urbanização de favelas, era comum quase todos os domingos, ter de largar um almoço em família ou um churrasco, para se deslocar a alguma favela.

Era apenas aos domingos que as famílias das comunidades tinham tempo de participar de assembleias onde seriam discutidos os projetos que as beneficiariam, e posterior deliberação sobre os mesmos. Poderiam ser aprovados ou não pela comunidade. As escolas onde eram feitas as assembleias ficavam lotadas, demonstrando o interesse das famílias em mudar suas vidas para melhor. Era isso que empolgava o blogueiro.

Meus parentes não tinham compreensão do por quê dessa minha atitude, uma vez que não rendia hora extra, e nem mesmo a gasolina me era reembolsada para o trabalho.
Mas lá ia eu, não sem antes ser motivo de chacotas por fazer algo que eles jamais fariam. (continue a ler...)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

O lado fascista dos ''homens de bem''

Por Fernando Castilho


Faz 12 anos que Lula subiu a rampa do Planalto, interrompendo 512 anos de dominação das elites sobre o povo mais pobre do Brasil.

Faz também 12 anos que a mídia começou uma campanha destinada não só a derrubar o petista da vez em cada eleição, seja ela presidencial ou de prefeitos, mas também a incutir todos os dias uma dose de veneno nos corações e mentes dos brasileiros, para tentar recuperar o que lhe foi tomado.

Em março deste ano, quando o golpe militar, de triste lembrança, completou 50 anos, colunistas de jornais e de revistas flertaram com a possibilidade de um novo golpe. Estimularam em seus espaços na grande imprensa, meia dúzia de patetas a irem às ruas com faixas pregando a ditadura.

Neste mês de outubro, coube a Fernando Henrique Cardoso que, mesmo calado não pode ser chamado de poeta, proferir la crème de la crème das frases que nenhum presidente jamais deve proferir: "O PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados".

FHC foi um dos responsáveis por essa ''divisão'' dos brasileiros. (continue a ler...)

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Por que Dilma venceu

O PT derrota a elite (e sua imprensa) pela quarta vez com a força do povo

Por Cynara Menezes no blog Socialista Morena

O PT não é um partido perfeito, longe disso. O PT cometeu erros. Mas, se fosse derrotada hoje, Dilma Rousseff o seria pelos acertos do PT. Não pelos erros. A elite brasileira e a imprensa que a representa odeiam o PT não porque o partido esteve envolvido em denúncias de corrupção ou porque o Brasil “vai mal” economicamente. Eles odeiam o PT porque não concordam com seu projeto para o País. Querem outro, o seu.

A elite brasileira e a imprensa que a representa odeiam, em primeiro lugar, Lula. Não porque Lula despreza as famílias que são donas dos meios de comunicação. É o contrário: Lula despreza as famílias que são donas dos meios de comunicação porque sempre foi maltratado por seus jornais, TVs e revistas, porque foi vítima de seu enorme preconceito de classe. A elite e a imprensa que a representa não suportam que não seja um dos seus que esteja à frente do poder no Brasil.

O que devemos cobrar de Dilma?

Por Fernando Castilho


A vencedora
Acabou.
Dilma venceu as eleições mais difíceis dos últimos 15 anos. 51,64% contra 48,36% de Aécio.
Apenas 3,28% de diferença.

Os institutos de pesquisa erraram?
À exceção do Sensus que previu vitória do tucano, no entender do blog, não.

Por que a vitória da presidenta foi tão apertada?
Dilma vinha num crescendo, e poderia ter vencido com diferença expressiva, talvez de até 10 pontos, não fosse o debate da Globo com altíssima audiência, que a mostrou hesitante e gaguejante ante a um Aécio franco-atirador, descompromissado com a verdade e fluente.

Outro fato que diminuiu a diferença foi o golpe baixo da Veja. Não tenham dúvidas.

Mas Dilma venceu.
O que Dilma deve ter aprendido neste final de segundo turno? (continue a ler...)