sábado, 31 de maio de 2014

Luíza Trajano mandará e-mail pra Folha?

Por Fernando Castilho

O UOL/ Folha de São Paulo acaba de publicar uma matéria sobre o fechamento de 9 lojas dos Magazines Luíza.

Analisando a notícia: ''A varejista Magazine Luiza informou nesta sexta-feira (30) o fechamento de nove lojas entre 21 e 28 de maio, encerrando o mês com 737 pontos de venda. '' As 9 lojas representavam ''menos de 0,4 por cento das vendas da companhia em 2013. Cinco delas eram advindas da aquisição do Baú. ''

Leia aqui a matéria completa.

Nove lojas num universo de 737 dá cerca de 1% de lojas fechadas. O UOL  não revela, neste mesmo contexto, quantos pontos de venda estão sendo abertos no momento, em contra-partida.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Puro delírio, esta nota do PSDB

Por Fernando Castilho

Acabo de ler o mais novo delírio do PSDB.

Trata-se de uma nota  publicada por um dirigente do PSDB, cujo nome, Josias de Souza, da Folha, preferiu não declinar.

Como Aécio Neves é presidente do partido, o texto deve ter seu conhecimento e aprovação.

A nota foi publicada, segundo Josias, na segunda-feira, dia 26 de maio.

Sob o título ''A Mudança de Postura de Eduardo Campos '', o tal dirigente tucano sustenta que Eduardo Campos mudou seu comportamento perante Aécio Neves depois que este subiu nas pesquisas.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Glorinha, Clarinha e o chato do facebook

Por Fernando Castilho

Oi Clarinha. Tenho que desabafar com você, amiga.
Se tem uma coisa que gosto de fazer é entrar no Facebook. Você sabe, faço por diversão.
Tenho muitos amigos como você na rede e, muitas vezes, quando estou cansada ou desanimada após um dia duro de trabalho (tenho um chefe muito chato, sabe?), são vocês que me reconfortam com suas mensagens cheias de otimismo, citações de filósofos e trechos dos salmos que trazem lições de vida, acompanhadas de lindas fotos ou ilustrações. (as de cachorrinhos, então...)

sábado, 24 de maio de 2014

10 razões para ter Copa

Por Fernando Castilho

Sei que não se deve falar mais, posto que é  fato consumado, mas vamos a alguns esclarecimentos que julgo importantes para o debate:

: O sorteio do país sede se deu em 2006, em verdadeiro clima de euforia. Foi realmente uma conquista levar a Copa para o Brasil. As obras estão terminando, os estádios prontos, e só agora aparece gente protestando. A mídia, inclusive, tem criado um clima de ''não vai ter copa'', através de comentários de articulistas ''formadores de opinião''. A Globo, que já embolsou o dinheiro dos direitos de transmissão das imagens, agora quer faturar com a cobertura de protestos, que também dão audiência. Lucra dos dois lados.

A pesquisa Ibope nas entrelinhas

Por Fernando Castilho


Pesquisa Ibope acaba de sair do forno.

Dilma Rousseff subiu 3 pontos em relação à pesquisa de abril, indo para 40%, o que lhe dá vitória no 1° turno.

Mas pera lá! Aécio e Campos também subiram! Aécio, de 14 para 20% e Campos, de 6 para 11.

Os números são parecidos com os da Datafolha de abril, com a diferença da subida mais expressiva de Aécio, de 16% para 20%.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Haddad e o zeppelin

Por Fernando Castilho

Em 2003, quando Lula assumiu a Presidência do Brasil, levou junto com ele, Antonio Palocci.

Ministro da Fazenda por três anos, com uma gestão marcada pela responsabilidade fiscal e por bons resultados na economia, Antonio Palocci tornou-se um dos homens fortes do governo do ex-presidente Lula, mas escândalos de corrupção acabaram por cortar os motores da carreira ascendente do político.

Sem entrar em detalhes sobre as acusações contra as quais se defende o ex-ministro, até porque não há ainda veredictos, o fato concreto é que, além de Lula, o nome forte do Governo até então era Palocci.

A continuar em ascensão, poderia ser ele sucessor de Lula numa outra disputa presidencial.

O nome fora queimado e inviabilizado por todo o sempre.

terça-feira, 20 de maio de 2014

AP - 470. Senta que o filme ainda não acabou!

Por Fernando Castilho

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu acaba de apresentar recurso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, acusando o Brasil de violação de direitos humanos no julgamento da Ação Penal 470, apelidada de mensalão.

A competência da OEA nesse caso vai só até a recomendação ao Brasil que se faça um novo julgamento.

Caso não consiga seu intento, Zé Dirceu requererá que o caso seja encaminhado à Corte Interamericana de Direitos Humanos, em São José, na Costa Rica, responsável por julgar os países por violação de direitos humanos.

domingo, 18 de maio de 2014

Zé Dirceu, um personagem rocambolesco

Por Fernando Castilho

Zé Dirceu tal qual Rocambole, personagem de vários romances de folhetim de Ponson du Terrail, é autor de mil e uma peripécias. Zé Rocambole Dirceu se mete nas mais variadas aventuras, mas sempre se sai bem, esperto e liso como sabonete.

A primeira começa quando em 1967, conhecido pelo codinome de "Daniel", presidiu a União Estadual de Estudantes (UEE), firmando-se como líder estudantil.

Sobre garotos-propaganda

Por Fernando Castilho



Nos anos 90 havia uma propaganda na TV com um jingle assim: ''Lojas Marabrás, preço menor ninguém faz''. Lembram-se?

Era protagonizada por Zezé di Camargo e Luciano lá pelo ano de 2002.

Os sertanejos emprestavam suas vozes ao jingle enquanto sentavam-se em sofás e poltronas da loja.

Destinados a um público assim chamado de classes D e E, os móveis eram simples, fabricados em aglomerado de madeira, tinham pouca durabilidade, mas custavam ''barato''. Ainda por cima podiam ser comprados por crediário.

Na época, o que me chamou a atenção foi ter visto em uma revista fotos das salas das residências de Zezé di Camargo e Luciano. Verdadeiro luxo. Decoração contratada a profissionais, móveis de madeira de lei importados, enfim, um primor. Tudo muiiiiiito caro.

E eles recomendavam que a gente comprasse os móveis da Marabrás...

Mulheres lindas e famosas também fazem propaganda de xampus e sabonetes, além de outros produtos de beleza.

Mas lembrei-me agora de outra campanha publicitária dos anos 70, se não me engano, estrelada por outro famoso: o atleta do século passado, Pelé.

Pelé fazia propaganda para a vitamina Vitasay. Ele que era modelo de vitalidade, agora revelava a todos seu segredo. A Vitasay deve ter vendido muito comprimido com Pelé.

Mas será que ele chegou a tomar algum? Ninguém sabe.

Recentemente vimos outro rei fazendo propaganda. Desta vez, o rei Roberto Carlos. Fazendo propaganda da carne Friboi.

A campanha causou polêmica na imprensa, nos blogs, nas redes sociais.

Diferentemente dos outros garotos-propaganda mencionados, o rei não toca no produto que promove. Por que?

Roberto mantém há anos a imagem de vegetariano que come peixe, ovo, queijo e toma leite.

Os vegetarianos desfilam perante pessoas como eu, carnívoras (com certo sentimento de culpa), uma certa aura. A de pessoas com grande força de vontade, que se libertaram de um alimento, que apesar de ser fonte de proteínas, carrega certa dose de toxicidade. São pessoas que nos passam uma imagem mais pacífica, mais tolerante, menos agressiva perante a vida, ao contrário das carnívoras.
Um dos militantes do vegetarianismo, outro famoso, porém muito mais famoso que o rei, Paul McCartney, tem denunciado a crueldade da criação e do abate de animais.

Noticiários revelaram que Roberto Carlos, após 30 anos de vegetarianismo, arrependeu-se, voltando a comer carne.

Mais tarde, o cineasta Fernando Meirelles afirmou que o rei nunca teria deixado de ser vegetariano.

Só mais recentemente, seu empresário revelou que Roberto nunca o foi de fato.

Foi revelado também que o cachê pago pela Friboi teria sido de 25 milhões de reais. Nada mau. Nada mau para quem está há 11 anos sem gravar um álbum.

Agora analisando:
1º. Se Roberto Carlos se arrependeu do vegetarianismo, ele poderia ter cortado o bife e comido um pedaço, não? Mas não o fez. Faturou 25 milhões.

2º. Se o rei não desistiu de ser vegetariano, arriscou-se a ter sua imagem comparada a uma nota de três reais. Mas faturou 25 milhões.

3°. Se Roberto nunca foi vegetariano, poderia ter comido a carne. Mas não o fez. Mas faturou 25 milhões.

De qualquer forma, com qual imagem você ficou do rei? É falso, arrisca sua imagem por dinheiro?
E da carne da Friboi? A carne é ruim a ponto do Roberto Carlos não comê-la?

Outra questão pode ser colocada: você compra determinados produtos somente porque estão associados a imagem de alguém? Que não os consome?

Mais uma indagação: É ético alguém que possui milhares ou até milhões de fãs, seguidores, admiradores, associar sua imagem a determinado produto, sem conhecer sua cadeia produtiva? Sem saber se o fabricante contrata e paga regularmente sua mão de obra? Se paga impostos com regularidade? Se o produto tem realmente qualidade? Se não vai prejudicar a saúde de quem o consome?

Só por dinheiro?





sábado, 17 de maio de 2014

Gushiken, um troféu de caça

Por Fernando Castilho

Pra variar saiu na Folha mais uma notícia relacionada ao mensalão.

É todo dia. 

Desta vez, ela dá conta de que a defesa de José Dirceu, cujo número de citações no jornal, de seis meses para cá, deve ter batido todos os recordes, acaba de recorrer ao Plenário do STF contra ao veto a seu trabalho externo.

Em que pese tudo aquilo que já foi publicado sobre o caso de Dirceu, o que dá um volume bem grande, haverei de em breve, escrever um pouco mais sobre o assunto.

Mas agora não é esse o caso.

Gente, deu na Folha: ''O Mundo Acabou!''

Por Fernando Castilho

Já escrevi neste blog o que penso da grande mídia do Brasil. Ela funciona como um partido político clandestino. Leia aqui.

De certa forma, usando uma relação matemática de razão e proporção, eu diria que a mídia está para o PSDB assim como a Rede Sustentabilidade de Marina Silva está para o PSB. Com a diferença de que aquela jamais romperá com os tucanos...

terça-feira, 13 de maio de 2014

O manto de invisibilidade e blindagem de Alckmin

Por Fernando Castilho

Geraldo Alckmin está no Governo de São Paulo desde 1995, quando era vice de Mário Covas. Após um hiato de 4 anos, entre 2007 e 2010, voltou em 2011 ao governo. São, portanto, 15 anos à frente do Palácio dos Bandeirantes.

Alguém percebeu isso? 15 anos! O mesmo governador!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

''Desculpem, mas não quero participar do meu linchamento.''

Por Fernando Castilho

''Desculpem, mas não quero participar do meu linchamento.''

Foi com essa frase que o ator Alexandre Nero se despediu do Facebook, após explicar em um texto publicado no UOL, suas razões.




Segundo afirmou, está cansado do discurso de ódio de algumas pessoas na rede social.
E tem razão.

O ódio vem sendo disseminado tanto na internet quanto na televisão.

domingo, 11 de maio de 2014

Justiça do Vislumbre

Estava iniciando o projeto de escrever sobre o mais novo desmando de Joaquim Barbosa, quando fui surpreendido por este inigualável texto de Paulo Moreira Leite. Irrepreensível. Desisti.

Por Paulo Moreira Leite

Após meses de subterfúgios, silêncios, protelações e outras iniciativas que lhe permitiram  ganhar tempo, inclusive um surrealista pedido de monitoramento de ligações telefônicas do Planalto, o presidente do STF Joaquim Barbosa fez aquilo que – alguém duvida? -- sempre quis fazer.

Negou a José Dirceu o direito de deixar o presídio para trabalhar.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Eduardo Campos jogará a toalha?

Por Fernando Castilho

Acaba de sair uma nova pesquisa de opinião sobre os candidatos à Presidência da República.

Segundo a Pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta terça-feira, 29, a presidenta Dilma Rousseff perdeu seis pontos porcentuais nas intenções de voto para presidente entre fevereiro e abril. Clique aqui para ter acesso à pesquisa.

''Curtindo'' um castigo

Embora publicado em 10/02/2014, quando do acorrentamento do adolescente ao poste, este texto, ainda muito atual, em minha opinião é o mais lúcido e completo sobre a onda de justiçamento que tem ocorrido no Brasil.

No Brasil, a violência não é uma qualidade das “pessoas más”, mas o fator estruturante da sociedade. É tão presente que se torna invisível aos olhos da maioria e se manifesta cada vez mais em discursos nas redes sociais


Por Rodrigo Elias (Revista de História.com.br -http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/curtindo-uma-violencia )

terça-feira, 6 de maio de 2014

Outras leituras sobre a pesquisa IstoÉ/Sensus

Por Fernando Castilho

A Pesquisa IstoÉ/Sensus que foi realizada em campo entre 22 a 25 de abril e publicada em 3 de maio de 2014, mostrou algumas coisas bem interessantes.
Embora pareça artificial em seus resultados, uma vez que não utilizou os cartões circulares, mas apresentou aos entrevistados cartões com os nomes dos candidatos em ordem alfabética, do que certamente se beneficiou Aécio Neves, cabem algumas outras considerações. Clique aqui  para ler a pesquisa.

Seu perfil ideológico é...

Por Fernando Castilho

A Folha de São Paulo em 5 de maio publicou uma pesquisa online para tentar identificar o perfil ideológico de seus leitores. Clique aqui para participar.

Não é preciso ser assinante para participar. E o fato de ter participado não chancela a pessoa como sendo leitor da Folha, uma vez que algumas pessoas publicaram a enquete nas redes sociais.

domingo, 4 de maio de 2014

Esse moços, pobres moços...

Por Fernando Castilho

Esses moços, pobres moços
Ah! Se soubessem o que eu sei...

Peço licença ao grande compositor Lupicínio Rodrigues (1914 – 1974), para usar um trecho de sua música para ilustrar este texto.

Pobres moços esses que, por não ter vivido os anos FHC e também os anteriores, não conseguem termo de comparação ao governo atual.

sábado, 3 de maio de 2014

Aécio, o senador abduzido

Por Fernando Castilho

Não nos enganemos. Dilma está despencando nas pesquisas, e Aécio, o Senador que desapareceu do Senado (será que foi abduzido?), sem esforço nenhum próprio, sem plano de governo, e até com muito sono, vem subindo.

É o que revela a última pesquisa Sensus publicada pela revista IstoÉ.

Alguém dirá que a pesquisa foi manipulada. E foi mesmo. O fato de ter usado cartões em ordem alfabética invés de cartão circular, induz o entrevistado a optar pelo primeiro nome que vir. Mas o quadro, embora não tendo essas cores tão fortes, é preocupante para o país. Por que para o país? Leia até o fim.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Paulo Pelego tem seu dia de glória

Por Fernando Castilho

Ói pra mim, ói!

Quem é Paulinho da Força?
Formado pelo Senai em Inspeção de Qualidade, começou sua vida política como sindicalista na época da ditadura militar, atuando como militante do Partido Comunista do Brasil (PC do B).

Em 1991, após a redemocratização, tornou-se secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Depois, se tornou presidente da instituição e, mais adiante, presidente da Força Sindical, organização que lhe rendeu o apelido pelo qual é conhecido: Paulinho da Força.
Que beleza.

Mas a Força Sindical sempre se caracterizou com uma espécie de genérico da CUT, porém sem seu princípio ativo, que era jamais se deixar cooptar por forças conservadoras. É uma espécie de central sindical coxinha. Não mexe com o patrão.

Vimos a Força se aliar com Maluf, Pitta, Covas, Alckmin, Serra, enfim, tudo aquilo que jamais seria bom para o trabalhador.

Vimos a Força não apoiar greves, deixando para a CUT o sacrifício, e depois usufruindo das conquistas. Uma central pelega.

Paulinho sempre foi oportunista, não medindo até onde poderia ir seu caráter, para estar sempre onde o poder está.

Foi assim que se elegeu deputado.

E uma vez dentro do Congresso Nacional, flertou sistematicamente com o capital, em detrimento dos trabalhadores.

Abandonou o histórico PDT de Leonel Brizola, fundando seu próprio partido político, o SDD, Solidariedade, nome que nos remete ao Solidarność, de Lech Walesa, que lutava contra o governo comunista da Polônia.

Pois é, esse mesmo cidadão, que diz lutar pelos avanços da classe trabalhadora, comparece num palanque no 1º de maio, dia dos trabalhadores, juntamente com Aécio Neves, conhecido por suas recentes declarações em que defende a redução do salário mínimo e outras medidas impopulares, fazendo política eleitoreira da pior espécie, com grosserias e verborragia de quinta categoria.

''Todos os anos, nós convidamos todos os candidatos a presidente para o palco. Neste ano, só teve coragem o Aécio, que não mandou representante. Veio ele mesmo. Quer dizer, a Dilma também veio, mais feia que o diabo" (em alusão a um ator caracterizado com a Presidenta). E anunciou. "Vocês viram a banana que jogaram no Daniel Alves? Quem merece uma banana é ela. Quem aí sabe fazer o gesto da banana? Vamos dar uma banana para a Dilma.''
"O governo que deveria dar o exemplo está atolado na corrupção. Se fizer o que a presidente Dilma falou ontem, quem vai parar na Papuda é ela."

Mas quem deveria ir para a Papuda é ele.

A Justiça Federal, em 9 de março de 2011, condenou o deputado federal Paulinho da Força, ainda no PDT, por improbidade administrativa e irregularidades no uso de dinheiro público do Programa Banco da Terra, conforme noticiou "O Estado de S.Paulo". A sentença contra Paulinho o obriga a pagar multa de cerca de R$ 1 milhão. O deputado ainda pode recorrer da decisão.

Na audiência de Graça Foster na Câmara, Fernando Francischini de seu partido, o SDD-PR disse que Paulinho da Força tinha R$ 298 mil em ações da Petrobras em 2008 e que, hoje, elas valem menos de R$ 60 mil. Porém, em sua declaração de rendimentos não consta esse dado, o que, se a Receita Federal e a Procuradoria Geral da União tiverem culhões, haverão de investigar.

Quem é Paulinho da Força para falar assim contra Dilma? Enquanto a presidenta estava no cárcere sendo torturada, onde estava Paulinho? Um militante (?) do PCdoB mais incógnito impossível.

Sobre Aécio, sinceramente, fosse ele seu avô, ou tivesse 1% de seu DNA, teria condenado essa atitude de Paulinho. Perdeu a oportunidade de sair de lá com uma imagem de estadista. Até por que, tenho certeza que com essa atitude sairia bem na foto das manchetes dos jornalões, seus cupinchas.

Mas Aécio está longe disso. É incapaz disso. Não tem a mesma fineza política de Tancredo. Faz a política mais rampeira possível. Não lhe haveria escala negativa suficiente em um hipotético caratômetro.

Eduardo Campos chegou mais tarde. Mas deve ter sido informado da baixaria. Preferiu não tocar no assunto, fingindo-se de morto. Perdeu uma grande oportunidade de mostrar a tal nova política, tão a gosto da Rede Sustentabilidade.

Mas e as pessoas presentes?

A maior parte certamente estava lá pelas apresentações musicais. Sempre foi assim no 1º de maio da Força Sindical. Essa central sindical nunca politizou ninguém.

Alguns devem ter prestado alguma atenção aos discursos, e devem ter saído pensando: ''Ué, esses caras estão contra a mulher que botou comida na mesa dos meus parentes lá no Nordeste?''

''Tô fora!''