terça-feira, 30 de setembro de 2014

Justo Veríssimo é contra o bolsa família

Por Fernando Castilho



Deputado Justo Veríssimo
''Os dados que o Datafolha divulgou na noite desta sexta-feira (26) exibem algo muito parecido com o que os amantes do futebol chamam de virada. No caso da sucessão, uma virada do medo contra o desejo de mudar. A melhor explicação para o fenômeno vem do Nordeste. Ali, informa a pesquisa, Marina Silva despencou nove pontos percentuais. E Dilma Rousseff subiu seis. Num cenário de segundo turno, a dianteira de Dilma entre os nordestinos pulou de 13 para 26 pontos: 59% a 33%. São evidências de que a eficácia do terrorismo eleitoral cresce na proporção direta da dependência em relação a programas como o Bolsa Família. '' (o negrito é do blogueiro)

O parágrafo é parte integrante de um comentário do colunista Josias de Souza no UOL/Folha

De um marinista no facebook: ''Estão vendo? O bolsa família é voto de cabresto usado pelo PT no Nordeste''.

Não são manifestações isoladas. São muitas. (continue a ler...)

Na reta final da campanha presidencial, o Programa bolsa família, com certeza o mais bem sucedido programa social do mundo, elogiado pela ONU, que tirou 36 milhões de pessoas da chamada linha de pobreza, criando no Brasil uma nova classe social e achatando a pirâmide social, volta a ser atacado.

Até Nova Iorque implantou recentemente seu bolsa família, inspirado no programa brasileiro. Chamado de Opportunity NYC, o programa piloto atende a cerca de cinco mil famílias de regiões de baixa renda de Nova York, como o Harlem e o Bronx. Da mesma maneira que o Bolsa Família brasileiro, o programa nova-iorquino dá dinheiro para as famílias pobres que mantêm seus filhos na escola ou fazem exames de saúde.

Aliás, o governo americano estuda sua implantação no país todo, uma vez que a pobreza aumenta a cada dia no país das guerras. A Suíça e o Japão também tem planos para instituir o programa.

A Patriot Homeless
Quando Lula prometeu em sua campanha para presidente em 2002, não descansar até que todas as famílias no Brasil pudessem comer três refeições por dia, não estava brincando.

Embora ainda haja cerca de 16 milhões de pessoas na miséria, é certo que o programa é exitoso. É certo que o governo do PT, ao longo de 12 anos avançou muito no combate à fome e à pobreza.

Antes de Lula, as pessoas se queixavam do fato de o Brasil ser um país com tanta gente na miséria.

Hoje, ao invés de comemorar, os hipócritas se revelam contra o programa, pois o que desejam mesmo é que somente o seu seja garantido. Como diria o personagem de Chico Anísio, deputado Justo Veríssimo, ''eu quero é que o pobre se exploda''.

Que Josias de Souza tenha preconceito contra o bolsa-família, não é de se estranhar, uma vez que na sua testa parece estar tatuada a sigla PSDB, embora até seu candidato já esteja defendendo o programa, pois bobo não é.

O que se estranha é justamente que marineiros sonháticos, sejam da Rede Sustentabilidade ou do PSB (socialista), vários deles, até oriundos do PT, assim como Marina Silva, também manifestem esse preconceito.

Não foram todos eles beneficiados também pelos governos Lula e Dilma? É só observar a mudança na pirâmide social nestes últimos 12 anos. Reparem que todos saíram ganhando, Josias que está no topo, e marineiros que devem estar na classe média (em amarelo), ou também no topo.

A diferença
Agora, conhecem eles a dor de gerações inteiras se sucederem no agreste nordestino, sem que governo nenhum sequer uma vez tenha olhado para essas famílias que viviam na miséria, e, de repente, um partido passar a enxergá-las de outro modo, oferecendo um auxílio mensal de 77 reais por dependente?

Alguém acha que esse povo seria ingrato de não reconhecer a mão que o está ajudando?
Seria de se esperar que estudantes beneficiados com cotas raciais, Prouni e Pronatec, ou até mesmo o Ciências sem Fronteiras, voltassem as costas a quem lhes proporcionou a oportunidade de estudar?

Seria justo que as famílias contempladas no Programa Minha Casa Minha Vida preferissem votar nos mesmos políticos que, em 502 anos de colonização do Brasil, nunca moveram uma palha para lhes proporcionar moradia digna?

Ou as pessoas que nunca tiveram a oportunidade de serem atendidas por médicos nas proximidades ou até mesmo dentro de casa, preferissem a situação anterior?

É por isso, Josias e sonháticos, que Dilma Rousseff terá a oportunidade, em mais quatro anos de governo, de continuar e ampliar os programas sociais de que tanto o país ainda se ressente.











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