sábado, 3 de junho de 2017

Por que sindicatos e partidos não são bem-vindos?

Por Fernando Castilho


Foto: Paula Lavigne



Há dois movimentos: o Fora Temer e o Diretas Já. Não devemos confundir o movimento com um show apenas.
Quem faz isso é a Força Sindical no 1° de maio, quando até sorteia carros.



A primeira nota que saiu foi a do Estadão. A organização do evento dos artistas afirmava que a manifestação de domingo deveria estar isenta de sindicatos e de partidos porque agora seria hora aglutinar outras pessoas em torno do Fora Temer.

Isso significava que os artistas achavam que água e óleo não se misturam, leia-se, camisetas vermelhas com verde-amarelas.

Imediatamente a esquerda nas redes sociais se dividiu. A maioria repudiou a decisão da organização. Mas grande parte defendeu os artistas e outros alegaram que era invenção do jornal.

Mas a Folha divulgou a mesma coisa.

Antes disso, um amigo me passou por What'sApp um vídeo em que o senador Randolfe da Rede conversava com Caetano e amigos na casa do último.

Começou a haver uma certa briga entre a esquerda. Se a intenção era essa, não sabemos.

No dia seguinte a organização afirmou que foi um mal entendido e que a manifestação não era apartidária.

Paula Lavigne organizou em sua casa uma reunião com artistas regada a vinho e queijos. a matéria saiu na Veja. Embora não tenha sido divulgado, há fontes que afirmam que o assunto principal teria sido uma espécie de fechamento de questão em torno do nome de Marina Silva para as Diretas Já. Letícia Sabatella, petista antiga, participou da reunião mas nada se falou de sua posição.

Sabemos que em todas as manifestações contra as reformas a Rede nunca esteve presente. Muito menos Marina Silva.

Sabemos também que a moça defende as reformas trabalhista e da previdência. E não adianta vir com a história de que teriam que ser melhor estudadas.

Nunca Caetano e outros monstros sagrados como Milton Nascimento se manifestaram contra as reformas.

Nas manifestações das quais participei na Av. Paulista, nos carros de som havia artistas mais ou menos desconhecidos mas nunca os medalhões deram a graça de sua presença.

Em um show de Caetano há alguns meses, foi o público quem levantou o Fora Temer e ele ficou sem graça de proibir. Caetano apoiou Marina em 2014.

Já Milton apoiou e fez campanha para Aécio. Aí, aparece de repente em Copacabana.

Caetano e Paula Lavigne foram aqueles que proibiram a biografia de Cae.

Dizem que Chico Buarque não compareceu ao ato em Copacabana por causa do problema de saúde da filha. Já não sei mais se foi por isso.

O fato, para encerrar, é que há dois movimentos: o Fora Temer e o Diretas Já. Não devemos confundir o movimento com um show apenas.

Quem faz isso é a Força Sindical no 1° de maio, quando até sorteia carros.

Posso estar sendo duro mas exponho o que penso. Críticas serão bem-vindas.

O movimento é político, muito mais que artístico.

E pelo menos por enquanto ainda não é Marina Já.

Caetano e Milton, vocês são nossos ídolos desde sempre. Não dá pra esquecer suas músicas. Só suas músicas.


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